Mulheres X Homens: Paz, Tolerância e igualdade

Esta estória é tão antiga quanto a saga de Adão e Eva. Existe alguma maneira de homens e mulheres viverem em paz? Que sejamos mais inteligentes pois o mundo está precisando de mais Amor para seguir em frente.

Para reconhecermos sentimentos tão singelos como tolerância, empatia, harmonia, Amor, respeito, carinho, etc… nós precisamos ter estes sentimentos dentro de nós. Nós só damos ao outro aquilo que nós temos de melhor dentro de nós.

Pesquisei algumas coisas sobre a História do Feminismo e gostaria de dividir com vocês… Vou tentar ser neutra mas devo admitir que me considero um ser livre, longe de selos ou bandeiras, sou mulher, sou mãe, esposa, cidadã e por morar num país feminista há 16 anos, meio que sou influenciada direta ou indiretamente… infelizmente a revolução é necessária para que as coisas possam andar normalmente. Escrevente deste texto: Maria José.

Feminismo(do latim femĭna, significa “mulher”) é um conceito que surge no século XIX, o qual se desenvolveu como movimento filosófico, social e político. Sua principal caraterística é a luta pela igualdade de gêneros (homens e mulheres), e consequentemente pela participação da mulher na sociedade.

A história dos movimentos feministas modernos no ocidente é dividida em três “ondas”. A Primeira onda refere-se ao movimento desde o século XIX até o começo do século XX, que lidou majoritariamente com o sufrágio das mulheres, direitos trabalhistas e educacionais. A Segunda onda (década de 60-80) lidava com a desigualdade das leis, bem como as desigualdades culturais, e com o papel da mulher na sociedade. A terceira onda (fim da década de 1980-começo da década de 2000) é vista tanto como uma continuação da segunda onda e como uma resposta às falhas nela percebidas.

O Iluminismo foi caracterizado pela razão secular intelectual, e um florescimento da escrita filosófica. Vários filósofos iluministas do século XVIII defenderam os direitos das mulheres. A Revolução Francesa e a Industrial foi crucial para começar a envolver a mulher na classe trabalhista.

movimento feminista no Brasil surgiu no século XIX com a luta pela educação feminina, direito de voto e abolição dos escravos. Atualmente, existem várias organizações feministas no Brasil que defendem a equiparação do direito das mulheres ao dos homens. Igualmente, há organizações específicas de feministas negras, indígenas, homossexuais, trans, etc. Inclusive, existem movimentos de mulheres que são contra o feminismo.

Apesar de a República ter separado a Igreja do Estado e instituir o casamento civil era difícil de obter o divórcio. O Código Civil de 1916 definia a mulher como incapaz e dependente do pai ou do marido. A mulher casada precisava da autorização do marido para viajar, receber herança, trabalhar fora de casa ou adquirir patrimônio.

Neste momento em que surgem no Brasil as primeiras fábricas, o trabalho feminino e infantil é requisitado, pois é mal remunerado e ajuda a manter o baixo custo da produção. Assim, na Greve Geral de 1917, existem reivindicações específicas por parte deste coletivo junto aos patrões.

Neste contexto emergem as figuras de Leolinda Figueiredo Daltro, que funda o Partido Republicano Feminino e de Bertha Lutz, da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Ambas lutavam pelo direito ao voto e pela igualdade de direitos entre homens e mulheres. Fatos retirados da Wikipedia, todamateria.com.br, tudosobrefeminismo.com

O novo cenário do feminismo no Brasil hoje vai além das questões relacionadas ao gênero feminino. Levanta a bandeira, por exemplo, contra o capitalismo e lutam pelos direitos das comunidades indígenas. É bem capaz de você já ter visto manifestações onde as mulheres ficam de topless, usam o corpo como forma de expressão. E isso foi a forma encontrada para chamar a atenção sobre vários pontos, fazendo com que a sociedade pare e reflita. Vale lembrar que uma das frases típicas do movimento feminista é: “Meu corpo me pertence”.

Por isso as principais reivindicações feministas são:

  • Contra a violência doméstica;
  • Contra o abuso sexual;
  • A favor do direito ao aborto;
  • Por direitos iguais.

Lei Maria da Penha

Essa foi uma das grandes conquistas do movimento feminista no Brasil. Essa lei leva o nome de Maria da Penha Maia Fernandes, a qual ficou paraplégica depois de sofrer durante muitos anos violência doméstica.

Logo, a lei pune de forma exemplar e eficaz os homens causadores de tais violências, que na maioria das vezes, são seus companheiros.

Essa lei não se limita apenas a agressões físicas, mas violência sexual, psicológica e patrimonial. Além disso, as mulheres agredidas recebem uma proteção especial.

12 direitos fundamentais da mulher, segundo a ONU:

  • Direito à vida;
  • Direito à liberdade e segurança pessoal;
  • Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação;
  • Direito à liberdade de pensamento;
  • Direito à informação e à educação;
  • Direito à privacidade;
  • Direito à saúde e à proteção desta;
  • Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família;
  • Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los;
  • Direito aos benefícios do progresso científico;
  • Direito à liberdade de reunião e participação política;
  • Direito a não ser submetida a tortura e maltrato.

O grande problema encontrado é que ainda existem muitas mulheres que têm medo de denunciar seus companheiros ou alguém de sua família, mas as coisas vêm mudando bastante, através da consciência que o movimento feminista trás para essas mulheres.

O que ainda está faltando

  • No Brasil, por exemplo, as mulheres mesmo as mais preparadas que os homens, têm muito menos oportunidades de emprego e ganham salários menores;
  • A cada dia, mais mulheres trabalham fora e precisam de creches públicas para deixar seus filhos;
  • Reivindicam a descriminalização do aborto pois consideram que cabe a elas a decisão.

Pelo fim da cultura do estupro

Há uma tendência a culpar a vítima do estupro, dizem que foi a mulher que provocou, seja por uma roupa mais ousada ou por um comportamento mais insinuante.

A mulher ainda sofre assédio sexual e muitas vezes é desrespeitada por dizer um “não”, que acaba por vezes na sua morte. Então, apesar dos avanços, a luta feminista ainda traz pautas atuais.

Feminismo atualmente

Para a nova geração de militantes, as redes sociais estão sendo uma ótima ferramenta de divulgação. Usam o Facebook, o Twitter e o Instagram para mobilizar e conscientizar mais e mais mulheres.

Atualmente, existem muitos grupos feministas, mas divergem entre si em alguns aspectos, como por exemplo, o uso de topless como forma de protesto.

Então, mesmo passados 70 anos, as mulheres ainda reivindicam seus direitos e muitos paradigmas ainda precisam ser derrubados, por isso a importância do da revolução feminina ainda é bem atual.

Uma questão muitas vezes levantada é: As reivindicações continuam as mesmas porque os problemas ainda existem. Então, a luta continua!

No dia que tivermos a consciência de que somos “UM” com o todo e que não existe diferença entre os pólos +/-, masculino-feminino, rico-pobre… Onde houver consciência da nossa conexão uns com os outros ou da vibração em várias camadas e da consciência de que não existe diferença entre o mundo animal e hominal. No dia que soubermos que os mais “fracos” possuem forças que os “fortes” jamais sonharão em ter e que só vendo o mundo de uma maneira diferente da nossa perspectiva é o que vai nos salvar. A partir deste dia, não precisaremos de feminismo ou feministas, de direitos humanos, dos animais, de refugiados de guerras, prisão, manicômio, etc… enquanto isto, que o circo seja armado.

Aviso da Lua Que menstrua por Elisa Lucinda: https://youtu.be/SkfeGN9kzFM

Nota do Autor: Atualizo este Blogue à cada 2-3 dias, se você gostou, inscreva seu e-mail abaixo em Follow Blog Via E-mail(Siga o Blogue via e-mail)assim, você receberá nossas atualizações em Primeira mão. MJ 

One thought on “Mulheres X Homens: Paz, Tolerância e igualdade

  1. Boa tarde
    Simples pratico e objectivo.
    “Direito à vida;
    Direito à liberdade e segurança pessoal;
    Direito à igualdade e a estar livre de todas as formas de discriminação;
    Direito à liberdade de pensamento;
    Direito à informação e à educação;
    Direito à privacidade;
    Direito à saúde e à proteção desta;
    Direito a construir relacionamento conjugal e a planejar sua família;
    Direito a decidir ter ou não ter filhos e quando tê-los;
    Direito aos benefícios do progresso científico;
    Direito à liberdade de reunião e participação política;
    Direito a não ser submetida a tortura e maltrato.”
    De facto, nós as mulheres já temos tudo isto, é dever de cada uma fazer prevalecer.
    Contudo, a mulher como educadora principal, desde cedo, começa a direccionar tarefas diferentes aos filhos, consoante o género de cada um.
    Os jardins escola tem recreios diferentes para meninas e meninos.
    A educação em casa e na escola é o principio de tudo, para não acabarmos em violência doméstica e infantil , entre muitas outras…
    Falta um movimento global pela preservação da família 🙂

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