Almas livres, Saint-Exupéry e EU

Descobri ontem que, como eu, Antoine de Saint-Exupéry foi uma alma livre e cheio de imaginação. Quem nunca ouviu falar do livro: O Pequeno Príncipe?! Fizeram até uma linda série no Netflix onde as estórias da raposa e da cobra toma mais vida.

Antoine Jean-Baptiste Marie Roger Foscolombe, Conde de Saint-Exupéry, popularmente conhecido como Antoine de Saint-Exupéry (Lyon, 29 de junho de 1900 — litoral sul da França,  31 de julho de 1944) foi um escritor, ilustrador e piloto Francês, terceiro filho do Conde Jean Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe. (Wikipedia).

Poucos sabem disto mas nas suas expedições como piloto Francês na segunda guerra mundial, Saint-Exupéry morou um período em Maraú-Ba no Brasil… como aristocrata, acredito que tinha alguns privilégios com relação as pessoas medianas da época.

Porque me comparo a ele? As fronteiras do mundo se encurtaram e não é preciso ser milionário para conhecer lugares diferentes ou outras culturas. Acredito ter a alma livre e vivo cada palavra daquilo que acredito… ele também gostava de escrever, meu talento em desenhar é mediano mas sei que se até Van Gogh começou a pintar com 28 anos, posso dizer que ainda tenho tempo e esperança de descobrir este talento também pois criatividade pode ser estimulada, certo?

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

O Pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia a dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.

O Principezinho observador cultiva o Amor por uma Rosa orgulhosa, na sua passagem pelos planetas minúsculos que encontrava ia filosofando com um rei autoritário, com um homem vaidoso, com um bêbado desequilibrado, com um empresário sem tempo, com trabalhadores que acendiam lampiões (antes da eletricidade acender os postes de luz), com um preguiçoso, um intelectual, com o cobrador de trem, com o vendedor de pilulas, teve cobra e raposa também… é no oásis aqui na terra no meio do deserto do Sahara que ele encontra e se despede do próprio do Saint-exupéry… descobrem que tem muito em comum e que é preciso dizer adeus… eles encontram água e o pequeno é picado por uma cobra que o faz levar de volta para seu planeta B612(um pequeno asteroide).

Essa estorinha infantil, contada de uma forma simples aborda muitas coisas sérias, para não dizer muitos dos mistérios da vida e um deles é de como nós encaramos a vida ou de como nos deixamos levar pelos obstáculos, nos deixamos endurecer com as pancadas que vamos levando na trajetória ou ainda, o quanto nos fortalecemos e até nos embelezamos com os mesmos.

Dans Mon Île

Deixo o video da musica de Caetano Veloso: Dans mon île e sua tradução:

Dans mon île
Ah comme on est bien
Dans mon île
On n’fait jamais rien
On se dore au soleil
Qui nous caresse
Et l’on paresse
Sans songer à demain
Dans mon île
Ah comme il fait doux
Bien tranquille
Près de ma doudou
Sous les grands cocotiers qui se balancent
En silence, nous rêvons de nous
Dans mon île
Un parfum d’amour
Se faufile
Dès la fin du jour
Elle accourt me tendant ses bras dociles
Douces et fragiles
Dans ses plus beaux atours
Ses yeux brillent
Et ses cheveux bruns
S’eparpillent
Sur le sable fin
Et nous jouons au jeu d’adam et eve
Jeu facile
Qu’ils nous ont appris
Car mon île c’est le paradis

Na minha ilha

Na minha ilha
Ah…como é bom!
Na minha ilha
onde nunca se faz nada
Onde se adora ao Sol
Que nos acaricia
E onde temos preguiça
Sem pensar no amanhã
Na minha ilha
Ah..como o tempo é ameno!
Bem tranquila
Perto do meu mar
Debaixo dos grandes coqueiros que se balançam
Em silêncio, nós sonhamos com nós mesmos
Na minha ilha
Um perfume de amor
se esgueira
Desde o fim do dia
Ela se apoia, me esticando seus braços doces
Doces e frágeis
Em volta do que há de mais mais belo
Seus olhos brilhantes
E seus cabelos castanhos
Se espalham
Sobre a fina areia
E nós brincamos de Adão e Eva
Brincadeira fácil
Que nós aprendemos
Porque minha ilha é o paraíso

2 thoughts on “Almas livres, Saint-Exupéry e EU

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