Estresse, uma Força Criativa

A relação entre estresse e criatividade não é tóxica. Na verdade, pequenas doses de estresse, como gerenciar vários projetos ou trabalhar com um prazo apertado, provavelmente produzirão as melhores ideias porque motivam seu cérebro a trabalhar em prol de objetivos específicos. O estresse seria ótimo para o ser humano quando explorado de uma forma positiva. Seu corpo encontrará automaticamente o relaxamento se você viver o estresse totalmente… Thomas Edison amealhou 1093 patentes ao longo de sua carreira. Também foi demitido de seus dois primeiros empregos por não ser produtivo.

Em um recente estudo comportamental conduzido pela Columbia Business School, os pesquisadores propuseram aos participantes um brainstorming criativo para vários projetos enquanto usavam um de três estilos de trabalho. Alguns poderiam mudar de projeto sempre que quisessem, outros dividiriam seu foco na metade e um terceiro grupo mudaria continuamente para um projeto diferente em um intervalo definido.

E a equipe mais original foi o…

Grupo três! A chamada “alternância de tarefas”, embora com um ritmo muito mais rápido, agita o processo de pensamento antes que ele chegue num beco sem saída e isso acontece com frequência. 

Ao tentar resolver problemas que exigem criatividade, muitas vezes chegamos a um beco sem saída sem perceber”, explicam os autores do estudo na Harvard Business Review. “Alternar regularmente entre duas tarefas em um intervalo definido pode redefinir o seu pensamento, permitindo que você aborde cada tarefa sob novos ângulos.”

A troca frequente de marcha obriga você a mudar sua visão de cada tarefa ao revisitá-la.

Esse estilo de trabalho promove mais criatividade e evita o “pensamento rígido” que ocorre quando você se concentra por muito tempo no mesmo projeto. Você sabe como é isso: o bloqueio mental de escrever, projetar, analisar ou pensar em uma coisa tão difícil que você esgota o assunto.

Mudar de assunto renova sua visão de cada tarefa, solucionando esse problema clássico. Ou seja, a criatividade de Thomas Edison provavelmente tem uma correlação direta com o tamanho de sua lista de patentes.

Recentemente, dois psicólogos chineses publicaram um estudo sobre fatores estressantes no trabalho e seus efeitos sobre a criatividade de mais de 280 funcionários em vários negócios. O que eles descobriram é que nem todo estresse atrapalhava a produção de boas ideias. Os fatores estressantes que eram vistos como construtivos e desafiadores para os objetivos e o desenvolvimento de um funcionário tinham uma ligação direta com a produção de ideias.

Por outro lado, o estresse que era visto como um obstáculo para esses objetivos produziu o efeito oposto.

O que fez a diferença? O primeiro fator estressante tem significado para o funcionário e é outra maneira de o estresse nos tornar mais criativos.

Teresa Amabile, professora da Harvard Business School, explica essa ideia em seu livro “O princípio do progresso”. Ela sugere que há quatro condições de estresse em que você sente o calor:

  1. “Em uma esteira”: seu trabalho tem alta pressão, mas pouco significado.
  2. “Em piloto automático”: seu trabalho tem baixa pressão e pouco significado.
  3. “Em uma expedição”: seu trabalho tem baixa pressão, mas muito significado.
  4. “Em uma missão”: seu trabalho tem alta pressão e muito significado.

Tanto “em uma esteira” quanto “em piloto automático” são ambientes de trabalho altamente repetitivos e, portanto, menos envolventes, exigindo pouca criatividade. No entanto, “em uma expedição” e “em uma missão” são mais voltados para objetivos e mais significativos para você como resultado. Esse significado é precisamente o que estimula a criatividade, segundo Amabile.

Quando as pessoas alcançam objetivos que consideram significativos, Amabile escreve em seu livro, elas “sentem-se bem, aumentam sua autoeficácia positiva” e “ficam ainda mais entusiasmadas para realizar o próximo trabalho”.

A relação entre estresse e criatividade aqui depende de como você percebe o estresse a que está submetido em um determinado momento. Ele está ligado a um objetivo que você considera significativo? Ele empurra você para atingir esse objetivo? Se assim for, essa pequena dose de estresse pode ajudá-lo a pensar fora da caixa e impulsionar sua carreira.(Retirado do site: Br.hubspot.com).

Agora falaremos na teoria da personalidade de tipo A e tipo B que surgiu a partir de um estudo de dois cardiologistas norte-americanos, na década de 50. Qual a sua?

A pesquisa que deu origem à divisão buscava encontrar diferenças comportamentais entre pessoas que, embora compartilhassem estilos semelhantes de dieta e atividades físicas, fossem psicologicamente mais propensas a ter um ataque cardíaco.

As pessoas de tipo A foram consideradas aquelas de posicionamento mais “agressivo” em relação à vida: ambiciosas, altamente conscientes do status social, são perfeccionistas e possuem uma grande necessidade de otimizar o tempo, a fim de atingir seus objetivos. Ansiosas, são em teoria mais propensas a fumar, como modo de aliviar o stress ao qual submetem a si mesmas. Um agravante para a sua já predisposição a problemas cardíacos. Levam a vida mais a serio.

A personalidade de tipo B é a antítese do tipo A. De modo geral, tendem a colocar menos pressão sobre si, levando uma vida com menores níveis de stress. Ainda que tenham ambições, o fato de não conseguirem realiza-las não lhes acarreta uma grande derrota; a graça está no caminho, e não em seu resultado final. Um bom exemplo prático desse tipo de caráter está nas pessoas capazes de manter o bom humor mesmo perdendo no carteado. São as famosas “easy-going”.

Por isso, é A quem leva a vida sério, e B quem acha que pode relaxar. (retirado do Estadao.com).

Ditado Zen:

A mente não pode ser Buda

O corpo não pode ser Buda

Só aquele que não pode ser Buda que é Buda

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