Imaginação X Fantasia

O texto de hoje nos leva a fazer uma viagem no que é real ou irreal para nós… Nós somos o que imaginamos ser… tentarei argumentar a diferença básica entre fantasia e Imaginação numa perspectiva filosófica… colocando numa maneira simples de entender diria que a imaginação é ativa e a fantasia é pacifica…. uma tem o poder de realização se conjugada com a vontade e a outra fica só no plano das ideias e termina atrapalhando quem dela se preenche.

Segundo Platão, se nós temos consciência da nossa essência teremos também a tendência de ter uma boa imaginação… a imaginação é positiva, nos leva a ser ativos, a criar, está para o ser humano assim como o instinto está para os animais. Comprometer-se com criações sadias, que nos aproxime dos nossos sonhos, estimula a imaginação… inclusive, a imagem é um dos métodos mais eficientes para memorização de fatos. Segundo Marcílio Ficino a imaginação produz quatro sentimentos: O Desejo, o prazer, o temor e a dor dependendo da qualidade do que imaginamos. “Cada ideia tem uma imagem, se captarmos a imagem, captamos a ideia.”(Giordano Bruno). Se usarmos as três peneiras de Sócrates saberemos rapidamente se nossas ideias são nossas ou da nossa fantasia, a peneira do que é belo, justo e fraterno.

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Já a fantasia é passiva, tende a imitar o que o coletivo impõe para nós. Por exemplo, a vitimização é uma fantasia e isso gera um estimulo celular que vicia, se não controlado agitam nossa alma fazendo com que ela se perca. As suposições também está relacionado a fantasia… a dispersão é outro exemplo de fantasia e pode ser um antídoto para nossa imaginação. As pessoas caminham pelas ruas em pleno sonho, seguem em suas fantasias: Trabalham sonhando, casam-se sonhando, vivem uma vida de sonhos e morrem sonhando. Vivem num mundo irreal, nunca viram a si mesmas, sempre viram uma forma da sua fantasia. Suprimir essa forma de fantasia acaba sendo espantosamente forte. Naturalmente, há várias formas de fantasia, de pessoa-fantasia que não coincide com a realidade. Como controlar a fantasia? Não há senão uma maneira de controlá-la: A memória do trabalho. Precisamos ser sinceros com nós mesmos e trabalhar para eliminar de nós os elementos indesejáveis que temos. A medida que os formos eliminando, iremos descobrindo uma ordem de trabalho. Quem vem a estabelecer essa ordem no trabalho? O Ser. Essa memória do trabalho permite que eliminemos de nós a fantasia. Porém, precisa-se de muita ordem para quebrar o eu-fantasia, a pessoa-fantasia.(retirado do site: Gnosisbrasil.com).

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Achei mais de oito tipos de imaginação pelas minhas pesquisas, dizia um dos textos que achei que a fantasia era um tipo de imaginação, decidi não mencionar isso por aqui pois só iria confundir mais os leitores, resolvi ficar com o conceito da filosofia clássica Grega.

Como saberemos se nossas ideias são da nossa imaginação saudável ou da nossa fantasia tola? A maneira mais fácil é identificar se nossos pensamentos e sentimentos são próprios, assim saberemos que o que imaginamos é nosso não do coletivo. O plano material é um esboço do plano das ideias… Um dos conceitos de evolução seria que o plano material está correndo atrás do plano das ideias, por isso, temos que imaginar realizando nossos sonhos e correr atrás disso. A construção dos seres humanos está na imaginação e na vontade, isso nos leva a realizar nossos sonhos porque nossa mente está ligada a mente Universal.

O princípio do Mentalismo segundo o livro hermético Kaballion diz que precisamos ter uma meta diária para garantir que não vamos nos perder da nossa meta de vida... se comprometer com nossos sonhos seria uma boa meta… pensem nisso e boa sorte na sua caminhada.

Poemas de Cecília Meireles para crianças: Para ir à Lua

Enquanto não têm foguetes
para ir à Lua
os meninos deslizam de patinete
pelas calçadas da rua.

Vão cegos de velocidade:
mesmo que quebrem o nariz,
que grande felicidade!
Ser veloz é ser feliz.

Ah! se pudessem ser anjos
de longas asas!
Mas são apenas marmanjos.

3 thoughts on “Imaginação X Fantasia

  1. “Um dos conceitos de evolução seria que o plano material está correndo atrás do plano das ideias, por isso, temos que imaginar realizando nossos sonhos e correr atrás disso”.

    Saudações,

    Parabéns por adentrar numa seara filosófica tão complexa. Faço algumas observações para buscar minha compreensão acerca das suas proposições.
    Embora afirmes no texto que buscou a filosofia clássica, dando a entender referir-se a filosofia ocidental oriunda dos gregos e seus vizinhos, é importante consolidar seu pensamento em termos filosóficos. Digo, qual escola da Filosofia faz referência? Entendo que esse movimento dialético que apresentou é muito importante para nós, leigos. Assim podemos contextualizar o pensamento. Por se tratar de um tema denso, entendo requerer bastante zelo para não incidirmos em excesso metafísicos ou generalizações, já que cada cultura humana, cada momento humano podem confundir a realidade de onde falamos.

    A faculdade de “imaginar realizando”, no plano filosófico dialético materialista se chama “projetar”, de acordo F. Engels. Um conceito que transcende o existencialismo desde de S. Kierkegaard até nossos tempos. Como simpatizante da objetivismo e da lógica dialética e, valorizando o importante e bem alicerçado trabalho filosófico produzido por um conterrâneo que perpassa muitos temas importantes da Filosofia, sugiro a leitura de Álvaro Vieira Pinto. Mais precisamente da sua obra publicada postumamente sob o título “O Conceito de Tecnologia” (VIEIRA PINTO, 2005). A primeira mão, ao lermos o título, pode nos parecer não estar relacionado. Entretanto, como disse acima, Vieira Pinto foi um dialético materialista irretocável e sua filosofia, pouco valorizada por nós brasileiros, como tudo que é produzido por aqui, foi deixada de lado em detrenimento de pensadores estrangeiros que produzem seus obras dentro das suas próprias contradições locais. Aliás, esse termo “contradição” é amplamente trabalhado por esse filósofo. Vale a leitura.

    Outrossim, separei o treho acima porque me parece deixar de lado conceitos, digamos, importantes como:
    – Qual conceito de “evolução” utilizado e de quem?
    – Qual suas definições para planos material e plano das ideais? Seriam os mesmo que Platão sugeriu?
    E, por último, ao fazer referência aos sonhos entendo podemos operar tanto no plano das fantasias quanto no plano da imaginação não consciente platônico. A menos que o conceito de sonho, no caso, esteja atrelado ao desejo de algo ou alguma coisa futura. Espero não ser inconveniente. Mas o tema provoca inumeras reflexões e pode seduzirnos a crer que ambos, fantasia e imaginação, podem ser objetos realizáveis ao alcance do querer ingênuo.

    Obrigado por compartilhar seus pensamentos. Projetamos as ideias, somamos os pontos de vistas, sem substimar qualquer conhecimento.

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