Rafi, em busca de Deus

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Mais uma da série de contos Zen, retirado do blog: Ventos de paz

“Rafi percorreu por muitos anos em busca de Deus…
Se Deus existia, queria encontrá-lo. Senti-lo em seu coração.
Conheceu muitos lugares sagrados. Viveu com pessoas que oravam a Deus o dia inteiro; outras que entoavam cantos sagrados a Ele, outras que 
dançavam para Ele, outras que jejuavam …

Mas, nunca sentira a real presença de Deus em seu ser.

Um dia, ao entardecer, cansado de tanto procurar por Deus, sentou-se à beira do rio e se pôs a chorar.
Um choro longo e profundo. Próprio daqueles que tiveram suas esperanças 
fortemente ameaçadas pela força contrária a sua vontade.

Perguntava-se, entre soluços, como fora possível tantos anos de estudos, meditações, jejuns, danças… e nunca ter sentido a presença de Deus em seu ser.
E agora? O que iria fazer? O que iria buscar?
Não, não havia mais nada a ser buscado…
Deus também não estaria lá.
Estava esgotado…
Chorou tanto que acabou adormecendo ao lado do rio.

Em seu sono profundo, um sonho, um belo e raro sonho…
Estava dormindo à beira do rio e acordou de repente com a presença de uma pequena luz azul.
Esta luz pairava feito paina a sua frente e Rafi pôde sentir, pela primeira vez em sua vida, um sentimento diferente, puro e luminoso.

Rafi levantou-se, secando as lágrimas que ainda persistiam e sentiu aquela luz o envolvendo mansamente.

Rafi sentiu uma enorme paz em seu ser e aos poucos pôde ouvir uma voz serena vinda daquela luz bem próxima aos seus ouvidos, ao seu coração…

E esta lhe falava: Se choras por mim, sentirás dificuldade em me encontrar.
O único caminho para chegares até mim é através da tua alegria, do teu coração aberto, da tua paciência e da tua fidelidade.
Sendo assim, passas a permitir que eu floresça pouco a pouco nos campos do teu coração. É preciso amar os caminhos que te conduzem até mim 
com todas as suas lentidões, com suas mudanças repentinas, com seus desvios, sem apressá-lo…
Eu desconheço o tempo, mas conheço cada fio de luz que te compõe.
Viver na Minha Presença significa engrenar no ritmo que move todas as coisas do Céu e da Terra para assim, aprender a desfrutar de cada instante.
Tu és a Minha Criança!
Protege-te docemente, descansa teu ser, que te cuido Eu.
Ter fé é viver o grande no pequeno.
Até o grande carvalho, um dia, foi suavíssima penugem.
Saiba que aprecio muito mais a fidelidade às coisas pequenas, que estão ao teu alcance, do que as grandes que de ti não dependem.
Relaxa teu espírito, Eu estou contigo.
Sejas humilde em tuas aspirações e encontrarás tudo de que necessitas para que não duvides da Minha Presença em teu ser.

Rafi chorava sem cessar.
Seu coração fora tocado fortemente.
Sim, aquela luz era Deus a lhe falar!
És a minha criatura, que tanto amo.
Encerra tua dor, pois me tens contigo eternamente.
E assim, a luz desceu silenciosa sobre as mãos de Rafi.
Quando Rafi acordou, já era noite”.

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